HISTÓRIA

1_1996_RIO DE JANEIRO


Uma comemoração
Ao completar dez anos de vida, o grupo Teatro de Anônimo idealizou uma festa de trabalho em que se presenteariam com a troca de experiências com seus convidados, amigos palhaços, cujo trabalho tinham aprendido a admirar.
Por se tratar de um intercâmbio entre grupos e artistas que trabalhavam com a linguagem do palhaço, do circo e do teatro, o grupo decidiu fazer uma homenagem ao palhaço Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil, precursor do Circo-Teatro na virada do século XIX.
Estiveram, na primeira edição do encontro, além dos grupos cariocas Irmãos Brothers, As Marias da Graça e a Cia. do Público, convidados como Luís Carlos Vasconcelos (o palhaço Xuxú – PB), Antônio Nóbrega (SP), Parlapatões, Patifes e Paspalhões (SP) e Lume (Campinas). A freqüência de público nos espetáculos e nas demonstrações técnicas superou todas as expectativas. Pela importância dos artistas que participaram e pela forma como foi produzido, esse encontro é hoje considerado um marco nos caminhos da comicidade do palhaço tanto no circo como no teatro.


2_1998_RIO PRETO


Tradição - O Ofício de ser Palhaço
A segunda edição do Anjos do Picadeiro teve como parceiros o SESC Rio Preto e o SESC-SP (Ipiranga) que, entendendo a necessidade do intercâmbio e considerando a viabilidade econômica do projeto, apostaram no seu sucesso e visibilidade.
O SESC Rio Preto promoveu algo raro mesmo nos principais festivais espalhados pelo mundo: garantiu a estadia de todos os artistas durante o evento num mesmo hotel e abriu oitenta vagas em alojamentos para receber pessoas de todo o Brasil que estivessem interessadas em participar do encontro: atitude que conferiu ao Anjos do Picadeiro 2 uma dimensão internacional tendo mais de 250 profissionais da área e 16 mil espectadores nos dez dias de realização do projeto.

Anjos do Picadeiro 2
, foi um encontro com a tradição, onde o grande homenageado foi o mestre palhaço Nani Colombaioni (Itália). Ao lado de artistas brasileiros das mais variadas regiões  do país, participaram também:Tortell Poltrona (Espanha) e Moshe Cohen (USA) representando os Palhaços sem FronteirasDonald Lehn (Espanha); Kay Bretold (Dinamarca);  e Chaco Vachi (Argentina) entre outros.


3_2000_RIO DE JANEIRO


O palhaço e a sociedade
A terceira edição do Anjos do Picadeiro teve como tema “O palhaço e a construção de uma sociedade mais alegre, afetiva e generosa.”

Num ato de compromisso com a generosidade, a ética e a estética de seu ofício, o palhaço entrega-se a tortadas para o delírio da platéia que, em seu cotidiano, também leva suas “tortadas”. Assim foi a participação do convidado especial do encontro, Leo Bassi. Suas apresentações deixaram o público ao mesmo tempo extasiado e atônito diante da exposição de seu próprio ridículo.
Anjos do Picadeiro 3 com sua diversidade em espetáculos, oficinas e discussões suscitou reflexões a respeito do papel do artista na sociedade enquanto provocador e transformador da realidade social.
O Encontro contou com um público de mais de 20 mil pessoas e com a participação de 200 artistas nacionais e internacionais entre eles : Leo Bassi(Itália/Espanha), Bim Mason (Inglaterra), Ângela de Castro (Brasil/Inglaterra),Pepe Nuñez (Espanha), Chaco Vachi (Argentina), Circo Chico (Argentina), Seres de Luz (Argentina/Brasil), Udi Grudi (DF/Brasil), Parlapatões, Patifes e Paspalhões (SP/Brasil), La Mínima (SP/Brasil), Luis Carlos Vasconcelos(PB/Brasil), LUME (Campinas/Brasil) e Pé de Vento (SC/Brasil).


GALA_2003_RIO DE JANEIRO
Anjos do Picadeiro em Noite de Gala
Em 2002 as dificuldades de patrocínio foram grandes e o evento não se realizou. Mas bem no início de 2003, o Teatro Carlos Gomes foi o palco para o Anjos do Picadeiro em Noite de Gala. O evento teve a participação dos grupos Teatro de AnônimoIntrépida TrupeCentro Teatral Etc e TalValdevinos de Oliveira,Fuzarca da Lira, Cia do Público, Nêgo da Bahia e, como convidado especial, o espanhol Tortell Poltrona, fundador da ONG Palhaços Sem Fronteiras e doCirc-Crac, honorável circo catalão que já conta quase três décadas de atividades. Ainda nessa ocasião foi lançada a edição inglesa da Revista Anjos do Picadeiro 3.



4_2004_RIO DE JANEIRO

Resistência ou Insistência?
Ainda com grande falta de verba, na quarta edição do Anjos do Picadeiro, propomos simplesmente um encontro para celebrar e refletir juntos nosso ofício e nosso papel na sociedade.

Seja por resistência ou persistência, o fato é que o evento se realizou graças à Prefeitura do Rio e ao Prêmio Estímulo ao Circo da FUNARTE. Mas, mais uma vez, fundamentalmente devido a todos os artistas brasileiros e estrangeiros, que não mediram o tamanho do sonho e do esforço pra declarar o amor pelo encontro.
O evento contou com os convidados internacionais Leo BassiJavi Javiche(Espanha) Grupo Batida (Dinamarca), André Casaca e Caragipau (Itália),Tomate, Niño CostriniRoman Roman (Argentina). Participaram como convidados nacionais Alê Roit, Charles,  Parlapatões, Patifes e Paspalhões, Seres de Luz, Lume, Barracão Teatro (SP), Udi Grudi, Artetude, Chico Simões, Antônia Vilarinho, Celeiro das Antas (DF), Circo Volante (BH), Daniela Carmona (POA), Teatro de Anônimo, Centro Teatral e Etc e Tal, Valdevinos de Oliveira, Fuzarca da Lira, Palhaço Dudu, Intrépida Trupe, Central de Santa, As Marias da Graça, Sérgio Machado, Escola Nacional de Circo, Os Grog, Ana Luiza Cardoso, Fernanda Ledesma, Cabaré Volante (RJ).


5_2006_RIO DE JANEIRO

Diversidade cômica
Outra vez sonhamos grande e conseguimos fazer acontecer mais uma edição doAnjos do Picadeiro 5, dez anos depois de uma  pequena iniciativa de comemorar o então décimo aniversário do Teatro de Anônimo, aproveitando a festa para refletir sobre o ofício do palhaço, que (re)começava a ganhar força no Brasil. Parafraseando Nelson Rodrigues: a meia dúzia de gatos pingados não sabia que estava movendo tamanha força.

A diversidade cômica foi o tema da quinta edição e durante sete dias pudemos vivenciar as semelhanças e diferenças, a multiplicidade, os conflitos e, sobretudo, pudemos reafirmar o Anjos como espaço de excelência para o aprimoramento técnico e ético da arte de fazer rir.
Dez oficinas com 220 vagas, 25 espetáculos na rua, 22 espetáculos de sala. O público de mais de 12 mil pessoas lotou toda a programação oferecida pelos 200 artistas e estudiosos convidados para o encontro.
Mais uma vez o grande êxito é creditado ao espírito de comunhão e colaboração firmado pelos participantes, que demonstram a cada edição o quanto é possível confrontar, trocar, aprender, crescer, fora dos padrões da barbárie globalizante. É bom ressaltar que a harmonia não subtrai as contradições, os enfrentamentos de idéias, a metodologia  e os estilos. O encontro também evidenciou como amadurecemos nesse percurso, consagrando num mesmo gesto a continuidade e a radicalidade, a profundidade e a simplicidade.
Então, fica registrado o nosso muito obrigado aos mestres, aos parceiros, aos colaboradores da hora, aos patrocinadores e também aos que insistem em atrapalhar, pois redobramos nossas forças na mesma proporção das dificuldades.



6_2007_SALVADOR 
 Trocas: modos de fazer, usar e pensar
Entre os dias 10 e 16 dezembro de 2007 em Salvador, foi realizada pela primeira vez na região nordeste a 6° edição do Anjos do Picadeiro. O encontro reuniu agentes culturais que realizam e movimentam hoje em dia a produção artística ligada a comicidade: artistas, pesquisadores, produtores, programadores de encontros e festivais, estudantes, jovens iniciantes e jornalistas estiveram presentes para celebrar o riso e fortalecer as redes de troca e de saberes ligados ao fazer artístico com foco na comicidade, em especial na arte da palhaçaria.
Artistas representantes de 11 países e de 13 estados brasileiros conviveram intensamente e apresentaram ao público uma grande amostra da diversidade cômica existente mundo a fora. O Anjos do Picadeiro reuniu palhaços e cômicos de diferentes gerações e matrizes, com culturas e referências estéticas bem variadas trazidas, por exemplo, da Suíça, passando pela América Latina (México, Argentina, Chile) até o interior do Ceará.
Reafirmando a universalidade da linguagem do palhaço, o Anjos do Picadeiro 6 ocupou importantes equipamentos culturais da cidade de São Salvador, além de ruas, praças se estendendo até a periferia. Foi absorvido pela cidade e por todas as pessoas que acompanharam e puderam apreciar maneiras tão particulares de expressar a arte de fazer rir, estabelecendo uma comunicação direta e aproximada de públicos bastante heterogêneos.
Além disso, o Anjos promove encontros bastante particulares, nos quais, palhaços de diferentes localidades e gerações dividem o picadeiro e juntam suas bagagens para a construção de espetáculos inéditos. Nesta edição os destaques são:
Espetáculo de Gala dirigido por Ângela de Castro, com participações de: Intrépida Trupe, Ésio Magalhães (Barracão Teatro), Ana Luisa Cardoso (Palhaça Margarita) e alunos que fizeram a oficina A Arte da Bobagem, ministrada pela diretora;
Espetáculo de Gala dirigido por Leris Colombaioni, com participações de: Lume Teatro, Pé de Vento, Centro Teatral Etc e Tal, Seres de Luz Teatro, Palhaço Totoia e Namakaca;
Espetáculo de Gala na rua, dirigido por Chacovachi, com participações de: Circo Dux, Tchesco – O Sensacional e Lume Teatro.
Apresentação do número “Homenagem á Nani Colombaioni” mestre italiano da palhaçaria referência de muitos palhaços brasileiros ali presentes, executada pelo seu filho Leris Colombaioni, ao lado de Gardi Hutter e Ricardo Pucetti.


7_2008_RIO DE JANEIRO 
 




Da aldeia à universalização do riso
O tema do Anjos do Picadeiro em 2008, Da aldeia à universalização do riso, nos remeteu à uma certa história do riso. Facilmente nos vem à mente as pequenas aldeias cuja única diversão era o circo, o palhaço, o xamã, a pessoa que por talento ou por herança fazia rir nas terras longínquas no tempo e no espaço. Opondo-se a essa imagem mais lírica, temos o riso na era do computador e da internet, que nos permite conhecer grandes palhaços do mundo inteiro, da televisão com seus programas humorísticos, dos grandes espetáculos e produções onde não existem mais barreiras de nação.
Ao mesmo tempo, este tema abre-se à discussão sobre as políticas culturais do presente, ou à falta de, e às tensões geradas pelo local-nacional-planetário, tendo o multiculturalismo, ao mesmo tempo, como vilão e como o maior valor gerado pela globalização. Vilão para os que defendem a pureza da arte e denunciam seu declínio a partir da homogeneização produzida pela indústria cultural, que cria tendências e coloca no mesmo saco o luxo e o lixo produzidos pelos mais diversos grupos e formas de expressão. Valor maior justamente por divulgar artes singulares, com menos possibilidade de serem reconhecidas e que dividem espaço com o cânone, com o clássico.
Desse modo, a discussão que rondou as mesas de almoço e de bar, que esteve nas portas das apresentações e que se desenvolveu de maneira mais profunda nas mesas de debates, procurou fazer a pergunta sobre uma certa trajetória do riso. Na mesa Marmeladas e (im)posturas o tema foi melhor aprofundado principalmente porque buscou o paralelo entre a arte e a postura política do artista. Como sabem todos os que participam do Anjos do Picadeiro desde seu nascimento, há agora mais de 10 anos, este tema está no cerne do encontro e ele mesmo é agente da discussão em torno do riso e sua consciência. Em cada debate, em cada roda de conversa, em cada comentário a um espetáculo ou número, a pergunta sobre a arquitetura do riso, suas qualidades e seu endereçamento, se faz presente.
Os textos e reflexões resultantes do Anjos do Picadeiro 7 podem se encontrados na Revista Anjos do Picadeiro e nos artigos presentes aqui no site.


8_2009_FLORIANÓPOLIS


Espiral de Influências
Mais uma vez levamos nosso precioso encontro para outros portos e, como sempre, isso nos dá bastante ansiedade e expectativa ‒ e trabalho também. Não podemos esconder o fato de que mesmo tendo parceiros, amigos e família, como foi o caso em Florianópolis, o trabalho de pré-organização e produção em outra cidade é sempre maior. Por isso mesmo o Pé de Vento teve que insistir e persistir muito na ideia de comemorar seus dez anos com a oitava edição do Anjos do Picadeiro.

Que bom que nós caímos nas lábias daqueles três paspalhos. Só assim pudemos mais uma vez compartilhar a produção de energia, emoções, trabalho, intercâmbios, conhecimentos, arte, prazer, força, raça e a gana de saber o que foi, o que é, e como dar continuidade a esse milenar ofício de fazer rir.
Espiral de Influências. Com este tema tivemos a oportunidade de refletir e aprofundar alguns aspectos que tornam singular o encontro de palhaço Anjos do Picadeiro. Aportar em Florianópolis já demonstra a permanente inquietude que nos move a manter vivo o Anjos, bem como nossa permanente investigação sobre o universo da comicidade.
A prática do fazer coletivo no sentido mais amplo não é um dos predicados mais usuais dos atores sociais em nosso tempo e é este, justamente, nosso objetivo. Por isso o Anjos é orquestrado pelo Teatro de Anônimo, mas sempre realizado em parceria. Nesta edição, o Pé de Vento Teatro foi um parceiro exemplar e que dá todo o sentido ao tema do encontro: é um coletivo que se criou sob a influência direta do Anjos, que em suas oito edições foi responsável por muitos casamentos e separações artísticas, fazendo movimentar desejos, sonhos, contradições, certezas, dúvidas e, assim, felizmente nunca saímos iguais destas águas movimentadas do Anjos.
Dez anos de um grupo, 13 anos de encontro, muitas estradas percorridas e a criação de um espaço onde todos podem opinar e, principalmente, propor reflexões. Não chegamos a nenhum lugar e nem queremos chegar: a possibilidade de novos caminhos é o que mais nos seduz. Seguir levantando questões, indagações, dúvidas é uma das melhores possibilidades que temos.
Um dos desafios do Anjos do Picadeiro é conseguir manter na programação os parceiros antigos, que garantem a diversidade de linguagens da arte da palhaçaria, e abrir espaço para novos convidados. Quando começamos a pensar uma edição, sempre nos damos conta da vontade de reunir todos os bons palhaços que conhecemos, mas infelizmente nunca é possível fazer um evento do tamanho do mundo.
O encontro, apesar de não poder reunir todos os mestres e iniciantes que gostaríamos, nos permite acompanhar o nascimento de alguns palhaços e o crescimento de outros, não só dos quem estão começando, mas de todos que buscam respostas para as inquietações provocadas por seus trabalhos. Procuramos, assim, variar o cardápio de opções, pois cada olhar diferenciado expande nossos horizontes e nos tira do lugar cômodo e já conhecido do nosso trabalho, trazendo novas reflexões. Alguns palhaços são mais cruéis, estabelecendo uma relação de tensão maior com o público, enquanto outros são mais poéticos. Na última edição, tivemos o Circo-Teatro com sua comunicação popular e arrebatadora; Avner, cujo trabalho se distingue pela minúcia e pela precisão no manuseio de objetos; Chaco, que faz uso de uma linguagem mais despojada para a rua; Tomate, com uma infinita criatividade com seus globos, e tantos outros que nos encantaram, cada um com sua particularidade. Embora os meios sejam diferentes, todos querem chegar a um mesmo resultado, que é o de afetar.
Reconhecemos nesses trabalhos a possibilidade de atender a uma demanda grande de artistas de linguagens variadas, cada um com sua expressão própria e com histórias distintas, o que é reforçado pelos intercâmbios e oficinas. A troca mais profunda é proporcionada pela reunião de artistas solos e grupos para a montagem de uma gala, que é dirigida por um artista convidado. São três dias de entrega generosa a uma apresentação que se constrói daquilo que cada um tem a oferecer ao grupo. Dos retalhos e dos números de cada um surge um espetáculo coeso, um fuzuê que nos faz crescer em generosidade. Assim como no intercâmbio, os aprendizados construídos nas oficinas se efetivam de forma mais aprofundada, permitindo a quem faz não só ver o artista em cena na programação do evento, mas também conhecer um pouco dos meios que levaram àquele seu resultado.
A grande novidade desta edição, no entanto, foi o I Seminário de Comicidade Anjos do Picadeiro. Ficamos impressionados com a quantidade de jovens estudiosos colocando, alguns pela primeira vez, suas experiências tanto escritas quanto de campo com tamanha generosidade que a emoção explodia em choros, gagueiras e muitos risos e aplausos da plateia. O lançamento da página www.circonteudo.com.br, organizada pela parceira Erminia Silva, o relato da Genifer Gerhardt sobre sua experiência pelas pequenas cidades ‒ cujo percurso pode ser acompanhado no blog maetoindo.blogspot.com ‒, os Biribas, Biribinhas, Serelepe e Bebé, as teses, os filmes, entre outras coisas, nos tiraram lágrimas e risos ao mesmo tempo. Voltamos doze anos no tempo para lembrar de quando fizemos a pesquisa sobre Benjamim de Oliveira para homenageá-lo nos nossos doze anos de grupo com o primeiro Anjos do Picadeiro.
Mas o mais forte de tudo isso foi lembrar a dificuldade de se encontrarem informações sobre palhaços na época de nossa pesquisa. Mesmo sendo Benjamin de Oliveira um marco na nossa história, havia muito pouco e estava bem desorganizado o material que conseguimos reunir e entregar à Alice Viveiros de Castro para que fizesse um texto ­‒ que ficou lindo ‒ para nossa exposição, da qual muito nos orgulhamos. E agora vemos brotar pesquisas e mais pesquisas sobre palhaços, famílias circenses, sites, filmes, teses, doutorados.
Aí está!
Criamos o Anjos do Picadeiro porque queríamos saber mais sobre essas coisas de palhaço, clown, paspalhos de nariz, sem nariz, de circo, de teatro. E fomos encontrando outros que queriam o mesmo e, acima de tudo, trocar para multiplicar. É por isso que aí está!
Começamos a saber um pouco mais, mas tem muito mais a descobrir e aprender, porque sabemos que ser aprendiz da arte milenar de fazer rir é para a vida toda. A continuidade do Anjos do Picadeiro, com tudo que o envolve, como o site e as nossas publicações são algumas das maneiras que encontramos de deixar registrado o caminho de nossas descobertas e os passos de todos os que se enveredam na pesquisa sobre comicidade.
Temos muito orgulho de estar à frente desta empreitada, não temos medo de colocar nossa cara a tapa, de seguir percorrendo esta espiral, de nos deixar influenciar, de buscar o diferente, o diverso, porém, queremos também fazer a manutenção de um espaço solidário em que o diferente possa ser o ponto comum para o salto qualitativo estético e humano. Por isto cremos que o Anjos 8 foi maravilhoso, ao permitir que nossa lona imaginária pudesse ser ancorada na ilha de Florianópolis e transformasse não só a capital catarinense, mas também 15 outras cidades em um território de trocas, sinergias e muita alegria.




9_2010_RIO DE JANEIRO


Em construção


10_2011_RIO DE JANEIRO
vem aí... aguarde!

Um comentário:

Talita Melone disse...

2003 -Anjos em Noite de Gala,foi a primeira vez que a Família Clou descia a serra de Friburgo pra ver de perto esses Anjos...e não paramos mais!!!Já virou point certo da família !Que venham muitos!!
Em 2006 tem o Ian,nosso palhaço Goiabada,no cantinho direito de macacão zinho amarelo...lindo!Ele cresceu com o Anjos!