terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Palhaço(s): que sentido tem isso?


"Eu tenho medo de palhaço!". Essa foi a frase que escutei, hoje, pela manhã, de uma amiga. Mal sabia ela que eu estava me arrumando para ir a um Seminário Internacional de Palhaços. Quando eu contei esse fato, ela perguntou, num misto de assombro, curiosidade e descrença: "Mentira?!". Era como se ela me perguntasse, por que palhaços se encontram? Por que reunir e discutir sobre palhaços?

Por cerca de duas horas, várias pessoas sentaram nas poltronas do Teatro Nelson Rodrigues, escutaram, falaram e debateram sobre a figura do palhaço! Ou não seria melhor dizer palhaços, no plural? Afinal, o que legitima um palhaço? O nariz, a técnica, a formação, o tipo de comicidade, a sua função? O que diz se ele é palhaço, ou clown, ou bufão, ou personagem? E não dá pra misturar e dizer que é tudo palhaço?  

Essas foram algumas das questões levantadas no seminário de comicidade. E, talvez, a melhor resposta tenha sido: como essa discussão toda me leva a prática? Muitos são os caminhos e as possibilidades da construção, da descoberta, da iniciação na palhaçaria. Mas, todos, acima de tudo, reforçam a ideia de que ser palhaço é ser artesão e, por isso, é necessário ação. Sair da blablação da teoria e agir, se colocar no risco!

O palhaço é real! Ele existe na individualidade dos desejos de cada ser, que o levam a agir na comicidade. E que sentido tem isso? O sentido que cada palhaço quiser dar!
 

 Gabriel Morais - integrante do Observatório do Anjos do Picadeiro 11

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