quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DIA 03 - Cabaré Cômico

Uma missão um tanto complexa: escrever sobre o Cabaré, último evento do dia, sem contar em detalhes tudo o que veio antes. Aliás, que belo dia! Muita energia, muitos palhaços, muito prazer.

A palhaceata encheu as ruas do centro do Rio de Janeiro numa explosão de alegria contagiante, uma enxurrada de sorrisos que devastou a tarde 'engravatada'. No final, exaustos, os palhaços iam aos poucos sumindo, abaixando as longas meias coloridas, tirando o nariz, amenizando a maquiagem, guardando os chapéus - iam aos poucos se fantasiando de civis e se infiltrando na multidão, com um sorriso maroto de quem viveu intensamente.

Recarregar as baterias numa hora dessas, sabendo de tudo o que estava por vir, não foi tarefa nada fácil.

O espetáculo da Pepa Plana foi uma doçura no início da noite, poesia feminina (que, aliás, ainda tento conciliar com a entrevista aberta no seminário do dia anterior). Adocicamos, relaxamos e dali fomos inertes ao evento seguinte, o tal Cabaré.

Como todo bom Cabaré, não faltaram belas garçonetes simpáticas e atraentes e número inusitados, por vezes funcionando, outras nem tanto. O público estava cansado (ou era só eu?) e respondeu com malemolência aos pedidos de aplausos e participação. Senti uma certa excitação dos artistas que, de estridentes, me fez pensar na Faixa de Gaza dos Anjos passados, na macaca que até fez sua aparição, mais amorosa que de costume.

Foi divertido, apenas não excitante o bastante para acordar de fato o público cansado. Aliás, um destaque especial para o espanhol Peter Punk, que arrebatou a atenção e alguns momentos de verdadeiro silêncio ao realizar números simples e honestos, jogando com a platéia (e não zombando dela) e com as crianças, numa brincadeira compartilhada.

Outros momentos proporcionaram risos saborosos, como quando da entrada da galinha em cena (bela imitação!), da depilação do busto-bigode, da luta entre Hércules e 'aquele outro' já no final.

Uma bela noite para encerrar um dia longo e divertido. Um prazer estar entre tantos palhaços-mestres-pessoas-queridas para um papo com caldinho de feijão. Hoje tem mais: Leo Bassi novamente, duas Galas, Noites de Parangolé! Imperdível.

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