sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Lembram da Mesa Palhaço e poder?

Pois é: ainda está dando o que falar.

Dia desses recebemos um comentário bem apimentado retomando a discussão, que reproduzo aqui.
Por o autor, que se assina Véu, ter mencionado diretamente algumas pessoas presentes naquela mesa, de 2006, os próximos posts serão de resposta ao comentário de Véu.
Acompanhem e fiquem à vontade para entrar na discussão!

Véu deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Mesa de debates: Palhaço e poder":

Vamos ver se vai ser postada...pq se fala muito em liberdade, mas o blog é censurado.
Acho q nessa discussão ficou bem clara a posição reacionária do Libar e, consequentemente, do Anjos, que vê na parceria com as estatais um viés de sobrevivência e abarcamento da tradição do riso facil pelos meios de comunicação de massa. Enquanto houver esse abarcamento, essa cultura do tapinha nas costas e uma parceria entre inimigos ideológicos, acreditando que é melhor estar junto, debaixo da asa do capital, sendo vigiado mas não punido, não chegaremos às vias de fato, ao movimento terceiro mundista defendido pela geração chacovachi.Até as terminologias como clown brasileiro são mostra desse aculturamento, dessa fraqueza que o riso apresenta hoje. Somos fruto da coisificação. é melhor ter camiseta do espetáculo pra vender na saida do teatro, pq assim parece que é grandioso, parece q é organizado, mas quem fez as regras foram outros.Quando se fala em direito à cultura, não se nota a contradição. é como falar de dieito à vida ou à morte. Ninguem dá esse direito, é condicional, é natural assim como cultura, ir e vir, linguagem. não preciso de direito a isso, mas acredito que tenho o direito. que alguem me permite ou proibe disso e daquilo. Poder, verdade e direito estão encrustados na cabeça do pessoal como questões ditadas, concedidas, escritas em algum lugar.Enquanto for assim, as iscussões vão terminar como essa terminou: cervejinha no buteco...e ainda tem gente falando que o brasil não tem cultura...tem sim: a do tanto faz.e aí, marcião, vendeu bastante camiseta? voltou ao "poder"? que papo brabo...ta na cara que anjos do picadeiro é só a manifestação pop, mass midia como colocou o Possolo. Palhaço mesmo tá falando da criança largada na lixeira, da criança que morreu de sede, do pai de familia que dormiu na rua pq não interou a passagem pra voltar até o barraco. e não de crises criativas sobre o palhaço clown q não decide se quer ser stand up ou cuti cuti...Ja dizia o Assumpção: culturalmente falando, brasileiro já é tudo aculturado.vai que vai....viva a discussão,enquanto for preciso, temos que falar.Um abraço pra quem vaiou o esio, esses sim não vão mudar nada, mas são muuuito democraticos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Espaço para o Palhaço.
Simplesmente isso. Só comento que tem assuntos que se resolve no picadeiro ; outros, só na cama. Estou indo pra Floripa e quero sentir "Anjos", com tudo aquilo que sinto como Palhaço. E sinto muito...sinto que pago pra curtir. Sinto que "diversidades" é um bom mote para encontro. Um abraço de Palhaço. SIK

Véu disse...

Não é esse o mal.
O mal é lutar pra, ao invez do ano q vem ser financiamento público garantido, como festival importante para a construção de discussão, como agora, seja tratado em numeros que garantem visiblidade para uma estatal com aposentadoria de fome.
Não sou contra, sou muito a favor! por isso não quero que se acomode.
Boas risadas, SIK