sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Chacovachi entrevista Jesús Diaz, palhaço e diretor da Sensacional Orquesta Lavadero, do México


Para dar aquele gostinho de esse ano tem mais Anjos do Picadeiro:

Chacovachi - Para começar, te dou as boas vindas a isto que é uma família, o Anjos do Picadeiro. Esta família já tem 10 anos e geralmente os artistas se vêem todos os anos. Vemos como cada um cresce, evoluindo, ou “involuindo”, depende para aonde vão. Jesús, você tem um nome de palhaço?
Jesús - Não, utilizo sempre meu nome. No México, o diminutivo de Jesús, que é o meu nome, é Chucho. E também se referem assim aos cachorros. Então, o meu diminutivo é Chucho.


Chacovachi - E também te chamam de Chucho na sua casa?
Jesús - Sim, apesar de que meu avô, que também era Jesús, se opunha porque não gostava que o chamassem de Chucho. Nasci no dia do aniversário do meu avô, e como presente me chamaram Jesús.


Chacovachi - E a Jesús, o filho de Deus, também o chamam de Chucho?
Jesús - Sim, é uma relação carinhosa. Você sabe que no México os diminutivos são muito importantes. Você pode xingar alguém, mas se bota o diminutivo, é carinhoso.


Chacovachi - Chuchito.
Jesús - Sim (risos).


Chacovachi - Então, vou te chamar de Chucho. Chucho, onde você mora, como é o movimento artístico lá e como você está integrado no movimento? Você mora no Distrito Federal?
Jesús - Vivo no Distrito Federal, o que significa fazer esforços muito grandes para ser conhecido em setores pequenos. É uma cidade descomunal e se não tem presença na TV, é como se não existisse. O caminho alternativo é criar um público, a própria família que segue o artista, ou de boca em boca, como é o meu caso.


Chacovachi - Evidentemente vocês são palhaços diferentes dos que de alguma maneira a TV propõe.
Jesús - Sim, absolutamente. Por exemplo, eu não utilizo nariz, como não utilizo maquiagem.

Chacovachi - Em Buenos Aires se diz que coitado do México, tão longe de Deus e tão perto dos EUA... Imagino que devem estar muito influenciados pelo palhaço americano, que é pouco humano, um palhaço que está muito maquiado, muito produzido, com uma voz que é o estereótipo do palhaço. Não acho que você seja assim. Mas gostaria de saber qual é sua forma, seu estilo, os canais de comunicação que você utiliza, se utiliza a palavra ou não, se o gesto é importante na construção de teus espetáculos.
Jesús - Nos meus espetáculos eu praticamente não falo, porque o palhaço é ele mesmo, eu sou muito tímido pra falar.



Chacovachi - Dá pra ver.
Jesús - Procuro falar o menos possível, em cena ou não. Isso fez com que meus gestos faciais e corporais sejam o que priorizam a comunicação. Trabalho muito com pausas longas, onde permito que o público imagine o que está pensando esse idiota que não fala e a partir da situação e das pausas, o público descobre as palhaçadas ou bobagens. É uma relação que vai se estabelecendo devagar, o público vai percebendo que essa pessoa tem um ritmo tão devagar, é uma expressão de pedra, tão dura. Isso vai estabelecendo uma relação, a não ser que aconteça alguma coisa com os meus olhos...


Chacovachi - Teu palhaço ri? Porque me lembra Buster Keaton isso que você está me falando.
Jesús - Sim, no México muitos me comparam com Keaton.


Chacovachi - Como Keaton, porque Keaton não falava, dirigia tudo com a ação, tinha gestos.
Jesús - Era mais com uma ênfase visual.


Chacovachi - Isso mesmo. É uma comunidade de quantos palhaços? Porque geralmente: você mora no DF, eu moro em Buenos Aires, são coisas parecidas. São Paulo... cidades tão grandes que é impossível juntar todos. Tem muitas tribos artísticas. Você tem muitos companheiros palhaços, colegas com os quais você se junta, pesquisa, investiga. Não de um modo formal, mas acho que, quando me encontro com um colega palhaço, não consigo deixar de falar do que faço. Sobretudo, com alguém que ama o mesmo. Porque não é qualquer um que gosta de nossa expressão. Já me aconteceu de aborrecer alguns, e pedirem pra mudar de assunto. Como é esse grupo? Existe?
Jesús - A Aziz Gual e a mim nos tocou ser de alguma maneira os pioneiros, com uma linguagem que permite uma diversidade de estilos, de maneiras de fazer, uma diversidade de âmbitos de trabalho. No México, até uns 10 anos, o palhaço era exclusivamente para meninos, nada mais. Então, há cinco anos tivemos a sorte de termos o mesmo mestre, Anatoli Locachtchouk, um ucraniano que foi morar no México há 15 anos.


Chacovachi - Vive?
Jesús - Sim, mora lá. Ele foi aluno e assistente de Karandas na época de ouro do circo soviético. Tivemos o mesmo mestre e tivemos que ser pioneiros de uma linguagem que no México estava esquecida. No México só tinha palhaços de festa e alguns, muito muito velhos, palhaços de circo que continuavam com o jeito dos palhaços do começo do século XX. Era tudo o que tinha. Então nós tivemos que ser os pioneiros e muitas pessoas se transformaram em nossos alunos, de uma maneira indireta. Assim, tem um círculo de pessoas que vai crescendo e que vê a gente como modelo, opção, alternativa.



Chacovachi - E vocês pegam esse lugar, como tem que ser? Dando aulas?
Jesús - Sim, no México não há escolas de circo. Não há escolas de palhaços, como nos outros países. A mim me surpreendeu muito que no Brasil não tinha escola de palhaços.


Chacovachi - Tem muitas oficinas, muitos cursos, pessoas de fora. Reconheço que escolas especificamente de palhaços eu não conheço.
Jesús - Na Europa são de circo.


Chacovachi - Sim, sempre são oficinas, cursos de um ano. Imagino que seja porque o palhaço pode se ensinar e também é uma decisão própria a investigação que a gente pode ter.
Jesús - Eu acho que o palhaço tem muito da tradição clássica de aluno e mestre como os antigos artesãos. Como um sapateiro daqueles antigos maravilhosos que escolhe um único aluno e lhe ensina tudo o que sabe.


Chacovachi - E a questão social no México, a política sócio-econômica, influenciam no que você faz?
Jesús - Tudo depende da situação, do que se esteja vivendo naquele momento. No México teve eleições em 2006, foram fraudulentas e se pode fazer muitas coisas pra expressar nosso descontentamento, pegar vias alternativas, por exemplo. Evitar os subsídios governamentais. É outra forma de fazer política, rechaçar.


Chacovachi - De que você vive? Eu falo que um profissional é quem vive da sua profissão, evidentemente pra poder crescer tem que transformar-se em um profissional. Como ganha seu dinheiro?
Jesús - Fundamentalmente com os espetáculos de palhaço, mas também dou aulas.


Chacovachi - Espetáculo onde as pessoas pagam ou você também é contratado?
Jesús – Ás vezes somos contratados. Outras vezes as pessoas pagam. No México, é muito difícil trabalhar num teatro, o ritmo é ruim, porque você pede um teatro e podem conseguir só um ano depois, quando o seu ritmo já é outro, já quero fazer outro espetáculo... É muito devagar. Então, comecei a trabalhar em espaços alternativos como a rua. Atuo como palhaço em bares e cafés e isso me dá um público que me segue de bar em bar, é muito legal porque não precisa de subsídios. No México funciona muito o sistema de bolsas onde o artista propõe o projeto e o governo banca, mas nós estamos fora disso. Do sistema que limita o que queremos fazer, como queremos fazer.


Chacovachi - Eu penso igual a você. Poderíamos falar um bom tempo, mas a entrevista é com você. Como nasceu teu palhaço? Qual foi tua decisão, imagino que a gente entra sem se dar conta no mundo do palhaço, porque têm muitas coisas, estilos, ninguém pensa: “quero ser ator, ou quero ser palhaço”, tem um momento que tem um clic e a gente se dá conta de que está fazendo rir, que isso é a única coisa que quer e a partir disso emocionar, criticar, delirar, de acordo com seu caminho. Mas essa liberdade que te dá o palhaço de ser tudo sem ser nada, em que momento você sentiu isso na sua vida artística?
Jesús - Eu primeiro quis ser ator, entrei na escola de atuação, começou a acontecer um fenômeno que no começo foi muito doloroso. Eu queria ser um ator trágico, um ator dramático e quando atuava com mais profundidade, com mais seriedade, as pessoas riam. No começo foi doloroso porque eu pensava: que ator ruim eu sou!


Chacovachi - Porque tudo depende da pretensão. Você queria fazer chorar e as pessoas riam.
Jesús - Riam e isso misturava com um gosto especial que eu tinha de todo o tempo querer derrubar a quarta parede. Não gostava de atuar e pretender que não existisse o público. E meus mestres de atuação não gostavam que eu voltasse o olhar ao público.


Chacovachi - A mim aconteceu quase a mesma coisa. Meu mestre de atuação, agora me convida para suas festas, me reconhece como um aluno importante dele. Mas a última coisa que me falou foi, depois de 15 anos: “Chacovachi, o que você faz não é arte”. Fiquei ofendido. Já tinha feito rir, já era palhaço. Eu acho que temos que passar por esse caminho de sentir que o que fazemos vai custar muito a ser reconhecido, e isso dá uma força maior. De sentir que o que você quer fazer, aonde você quer ir é um lugar muito difícil de chegar, e o caminho é doloroso.
Jesús - E também tão individual, não pode repetir o caminho de outros palhaços, são diferentes as características. Eu me dei conta de que quanto mais sério eu atuava, mais as pessoas riam. Uma vez aconteceu que fiz um espetáculo dois dias depois da morte de meu pai. Comecei a atuar e comecei a me sentir profundamente triste, porque meu pai era uma pessoa com um sentido de humor realmente infantil. Meu pai era um homem de 60 anos que vivia como um garoto, todo tempo estava atuando, era uma grande inspiração pra mim. Acho, desde sempre, que o palhaço faz com que os meninos riam com uma inteligência quase adulta, e que os adultos voltem às origens infantis. Então meu pai era uma grande inspiração porque era o tempo todo um menino em corpo de velho. Quando ele morreu, eu atuava e me lembrava de uma parte do espetáculo que tinha feito pensando nele e fiquei triste. Interrompi o espetáculo e falei pro público que eu não podia continuar “estou muito triste, meu pai morreu há dois dias” e o público começou a rir e eu falava que era sério “meu pai morreu há dois dias” e o público ria mais ainda. Até que chegou uma hora que a risada era tanta que até eu comecei a rir e me senti confortado, me senti acompanhado por amigos, grandes amigos que riam comigo e me faziam sentir melhor, e continuei o espetáculo.


Chacovachi - O que você acha da tragédia na construção do humor? Acho que toda piada tem uma tragédia e que o humor foi inventado pra sublimar as tragédias. Os países e as pessoas só podem ter paz com o que podem rir, porque quando você ri de uma coisa pode ficar longe dela, e quando fica longe consegue ver as coisas de outro lugar. Então a pergunta é: onde estão as tragédias nos teus espetáculos?
Jesús - Eu acho que a linha que divide a tragédia da comédia é muito fina e pode ter dois sentidos: ou se pega uma tragédia como base, como ponto de partida pra fazer o humor, ou os problemas são tão banais, tão simples como um chapéu que o tempo inteiro pula, uma coisa que ninguém dá importância, mas, pra um palhaço, é onde ele põe toda sua vida. Se o chapéu não fica na cabeça, pode fazer com que se sinta a pessoa mais triste deste mundo e nisso também há tragédia. É a forma com que cada um dimensiona as coisas.


Chacovachi - Imagina que você não é um palhaço, é um operário, vai trabalhar, e um dia bota um chapéu e ele não fica na cabeça. É uma tragédia, além disso, isso só acontece com você, é uma tragédia. O palhaço se permite brincar com coisas que depois simbolizam outras, porque o chapéu que não fica na cabeça pode ser muitas coisas que não ficam na cabeça, e pode sofrer. Que idade você tem?
Jesús - 39.


Chacovachi - Quanto você acha que sua idade influencia no seu palhaço?
Jesús - Muito. Comecei a ser palhaço há 12 anos, mais ou menos, e minha relação com o público mudou muito. Percebo a mudança. Acho que a idade é importante. Meu mestre Anatoli dizia que existe um palhaço antes dos 40, 45 anos. Antes pode aprender a técnica, pode aprender jogos, gestos, maneiras, mágicas, como comunicar-se com as pessoas, mas pra ser um palhaço somente depois dos 40, 45 anos.


Chacovachi - Acho que sim, porque uma das qualidades do palhaço é a credibilidade, e se se fala de amor, de tragédia, quem é muito jovem não é muito acreditável. Um adolescente não pode ser palhaço, eu acho. Porque adolescente não sabe muita coisa, não sofreu pra dar a volta e fazer rir. A mim acontece que os palhaços velhos me matam...
Jesús - Com uma simplicidade... Quando se é jovem tem que procurar muito uma forma de mostrar verdadeiramente uma coisa que talvez não vivesse. Eu me lembro muito de Charles Chaplin com o violão. Aparece de forma muito simples: só bota o seu violão no pé e já sabemos quem é e de onde vem.


Chacovachi - A gente já se entrega. E no trabalho de rua, você passa o chapéu?
Jesús - Sim, sim. Faz um tempo que não trabalho na rua, trabalho mais em bares e cafés, mas já fiz, e também dentro do metrô.


Chacovachi - Porque a rua é pra palhaços jovens, depois dos 40 a gente faz menos, é um pouco mais dura a rua. Faz temporada por sua conta, ficando um mês no mesmo lugar, por exemplo?
Jesús – Não. Sempre mudei de lugar. Fiz circo também, temporadas em teatro, de tudo um pouco.


Chacovachi - Tem um tema que o Anjos do Picadeiro propôs, é um tema que vou abordar na mesa de debates Marmeladas e (im)posturas[1], e gostaria de saber sua opinião. O mundo se globalizou, todos queremos o mesmo tipo de mulher, conhecemos as marcas das calças, a TV, uma onda de informação a todo o mundo, tem palavras que todo mundo conhece, lugares, por conseguinte, a troca de informação, tudo se globaliza. Inclusive o humor. Acho que tem humores que são muito particulares, o humor de um grupo de amigos. Tem certas piadas que só são compreendidas por aquele grupo que se conhece e sabe do que se está falando. Um humor muito particular, é pessoal. Depois vem o humor de sua família, de sua escola, de onde você foi criado. A gente vai se criando com certos humores que só são engraçados nesses contextos. Todos nós estamos na globalização e o humor da gente também se globaliza, porque temos intenção de viajar, de nos apresentar diante de outro público e o artista cresce se apresentando diante de diferentes públicos, claríssimo. Esse humor que você mamou com o teu pai na juventude ainda existe em você. Por exemplo, a partir dos Simpsons o mundo mudou, mudou o humor permitido no mundo. Se permite esse humor muito mais ácido, muito mais politicamente incorreto, que é apreendido por todos nós. Então, esse humor que você tinha com seu pai, com seus amigos na escola, ainda existe em você, nos seus espetáculos, você resgata ele ou sente que tende mais para o riso globalizado?
Jesús - Meu pai, além de ter um grande humor, era adorador da música de todos os tipos. Me lembro que sempre estava ouvindo música. Tudo ele fazia com um pequeno rádio que levava pra todas as parte, então eu, desde muito novo, ouvia jazz, boleros, óperas, todo tipo de música. É à música dessa época a que recorro nos meus espetáculos. A mesma coisa acontece com algumas palavras que já não se utilizam no México, mas eu continuo utilizando. Por exemplo, hoje em dia, quando os jovens se juntam, eles dizem “vamos nos juntar com a banda.” Nos tempos de meu pai se utilizava a palavra “palomilla” para o grupo de amigos. Então, quando eu utilizo a palavra palomilla no meu espetáculo é muito anacrônico. A mesma anacronia lhe dá um sentido humorístico muito interessante.


Chacovachi - Uma última pergunta que quero fazer: falo que nós, palhaços, trabalhamos com a cabeça, com o coração, com o estômago e com os “ovos” a parte vital, a energia vital. Os franceses, por exemplo, trabalham muito com o coração, depois com a cabeça, tem um pouco disto e outro daquilo. O palhaço mexicano, com o que trabalha? Com o coração, com a cabeça, com as tragédias, ou simplesmente com a sua energia?
Jesús - Não sei, acho que tradicionalmente trabalhamos mais com o estômago, com a tragédia, com uma necessidade urgente de se ganhar o pão, mas dali pode se desenvolver um trabalho que tenha muito a ver com isso, e disto passa pra aquilo. Temos muito de “Cantinflas,” uma pessoa jovem que tem uma necessidade de sobrevivência e que sonha com inteligência. Existe a palavra “cantinflar” no dicionário, que é isto: falar muito e não dizer nada.

Chacovachi – “Sanatar” se diz na Argentina. Eu tenho um ídolo mexicano, que é o Chaves. As situações de palhaço que tem naquele pátio, com a vizinhança... cada coisa, cada situação. São esquetes antigas... Você é influenciado por Cantinflas, você gosta dele?
Jesús - Gosto muito.


Chacovachi - Gosta do Chaves?
Jesús - Sim. Claro. Crianças de todo o mundo o assistem. Eu vejo e gosto. A virtude que teve o Chespirito, de poder adaptar essa linguagem que parecia longínqua para os mexicanos... Em todas as partes o Chaves é querido. Tenho muita influência de Cantinflas, teve um tempo em que a arte no México era um movimento muito nacionalista, e o mexicano tinha um valor importante: Diego Rivera, Frida Khalo, se inspiravam nesses temas e pintaram em muros públicos para que todas as pessoas pudessem ver. Chaves se inspirava na música popular, na música folclórica, pra compor. Muito interessante que depois o governo o fez oficial. Então os artistas já não queriam se unir a ele, porque era uma ordem de cima, um protótipo, já não tinha dinamismo, não tinha o mesmo valor. Então aconteceu uma ida e volta dos artistas mexicanos com um dilema: pra ser mexicano tem que ser universal.


Chacovachi - A autenticidade é um dilema dos artistas. Outro dia assisti ao filme do Almodóvar, tinha um travesti na frente do espelho se transformando, e, ao lado, estava uma amiga dizendo que estava feio, que não era autêntico... E o travesti, enquanto colocava os seios, respondeu que a única forma de ser autêntico era parecer-se com seu próprio sonho. Acho que é uma ótima resposta. Tem que ver qual é o sonho pra procurar a autenticidade. Eu sou um palhaço argentino, então tenho que comer churrasco, jogar futebol, tenho que comer doce de leite... Eu não gosto de churrasco e nem de futebol. E continuo sendo argentino. Na construção de uma vida inteira, quanto mais você sabe sobre sua vida, mais vai saber sobre seu palhaço. E vice-versa. Gosto muito do palhaço que estou descobrindo em você, porque essa é a forma: ficar longe do estereótipo e procurar a expressão. Bom, fiquei com muita vontade de te ver trabalhando e foi um prazer te conhecer.
Jesús - Igualmente.



[1] Participaram da Mesa: Chacovachi, Ésio Magalhães e Sidnei Cruz.

2 comentários:

Clown disse...

Fantástica essa mesa. Serviu pra mostrar-nos o quanto nós, palhaços, ressonamos na mesma frequência, e diferente do movimento da globalização. Ficou a pergunta para Chacovachi: quando haverá a próxima oficina sua no Brasil?
Abraços!

Demian Reis disse...

Que show de idéias que tentam traduzir, ecoar e situar o show de alegria que os palhaços fazem. Parabens, parabens, parabens. É bonito ver, através da leitura deste blog, as diferenças de opiniões, de pontos de vista e de posições. Um espetáculo que certamente sinaliza uma direção que dialoga com a realidade da diversidade cultural, paradigma que parece firmar-se em meio a tempestade da globalização. As manifestações da diversidade cultural (cômica), parecem operar como micro forças de contraposição que reunidas obrigam a globalização a se reajustar, espelhar, reconhecer os diversos humores, demandas e necessidades renegociando o equilíbrio da balança do seu tempo.