terça-feira, 17 de junho de 2008

Picadeiro quente apresenta quem tem o que dizer

Desta vez é o palhaço mexicano Aziz Gual quem dá seu depoimento sobre o que é ser palhaço. Nessa investida, uma discussão altamente filosófica se estabelece: na conversa são abordados temas como as diferentes formas de ver o mundo, o envelhecimento e as relações intergeracionais.
Depois de ler a entrevista, dê a sua resposta à pergunta que Ricardo Puccetti fez a Aziz Gual: O que você pensa do efeito do tempo, da vida, no trabalho do palhaço? e ganhe uma revista do Anjos do Picadeiro 5. Não esqueça, pois, de deixar junto com a resposta o seu endereço postal.
(isso de ganhar revista só vale se você for um dos primeiros 10 a publicar sua resposta em comentários até o dia 30 de junho. e veja lá, capriche na resposta porque responder outra coisa não tá valendo revista, viu?!)

12 comentários:

Anônimo disse...

vou querer uma revista!!!!!!!!!!!

Antonio Vieira disse...

São recriadores de trabalho que se instauram no angu do café de amanha, onde se deve dosar a mão que manipula a panela, para que o prato não finque duro, pastoso, arenoso, mole. Tendo na medida a medida certa daquele instante que se instaura o preparo e o prato, e as comodidas e técnicas para executar este trabalho com destreza e obscura vidência de uma criança que enxerga forças e se reenxerga nelas. Ou seja, os efeitos são a maestria de conduzir o preparo e o servimento desta obra de arte, o angu, em seu estado natural de potencia.


(rua:diamantina 645 ap:308 Cid:Belo Horizonte cep:31110-320 Estado:MG)

Luciana disse...

O trabalho do palhaço é de profundo aprimoramento. É um cozinheiro de poucos, mas de específicos e especiais pratos.E se panela velha é que faz comida boa...Um punhado de experiência regada ao molho do tempo, com pitadas de dedicação ao trabalho, são a melhor receita.

Luciana Belchior
Rua nascimento Silva, 04-C, 407
Ipanema, Rio de Janeiro-RJ
lulubelchior@gmail.com

ieda magri disse...

querida luciana,
obrigada por seus comentário.
em breve vc estará recebendo a revista em sua casa.

ieda magri disse...

antonio,

seu nome legendário, ainda que sem "padre" na frente, anunciou a poética resposta, que agradecemos e prezamos. porém, para ganhar uma revista, vc precisa escrever outra resposta que se atenha ao tema perguntado. aguardamos a nova para mandar a cobiçada revista!

Anônimo disse...

pra ganhar a revista hein!!


bem, comecemos..


Acredito eu que o tempo e a vida interferem diretamente na experiência do palhaço, na forma como o palhaço esquematiza seu jogo, altamente influciado por sua vivência. Por ser, como disseram, "uma metáfora da vida", algo que espelhe e dialogue (estranho não) com o momento, o hoje, o passado, o futuro, em um estar contínuo, sua presença no mundo está permeada por suas experiências, suas aspirações e pirações, por que não dizer, em um tempo e ritmo (e outros quisitos mais)próprios e intransferíveis (como impressão digital).


bem. é isso.


Stace Mayka Barbosa Feitoza
(stacembfeitoza@hotmail.com)

Rua Jequitibás nº 04, Feu Rosa, Serra/ES Cep: 29172-630



=O)

ieda magri disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ieda magri disse...

Stace: já ganhou!
obrigada por seu comentário.

Juliana disse...

o efeito do tempo, da vida, no trabalho do palhaço reflete o próprio amadurecimento na vida do cidadão que é o palhaço. a separaçao vida/obra nao se aplica ao palhaço. concordo com o que o Aziz Gual fala, de que as preocupaçoes sao diferentes aos 20 e aos 40 anos; e que o velho trabalha com outro ritmo. acho que o tempo é a grande questao para a arte; pois o quanto se fala em timming na comédia? e muitas vezes é preciso ser rápido para "pescar" a piada... entao como é ser velho, viver num espaço-tempo onde a velocidade já nao é tao importante, e mesmo assim respeitar o timming da piada? talvez porque tudo isso nao seja uma questao de "tempo", mas uma questao de como eu vivo no tempo que me é meu...
em resumo, espero que vc compreenda essa reflexao como uma resposta...
Juliana Leal
R. Amália de Noronha, 383/23
cep. 05410-010.
Pinheiros
São Paulo/SP.

Stace disse...

Stace..


Êê~eêêEÊêÊÊÊE^


valeo! brigada! =O)

ieda magri disse...

juliana,

a resposta, quando pretende comentar um outro escrito, é sempre uma reflexão.obrigada pela sua e aguarde a revista.

Antonio Vieira disse...

Ieda,
Eu não entendo, ainda que sem "padre" na frente, creio que vocês se manifestam como Deuses ao estabelecerem censura e ditarem regalias de merecimento ou não para a entrega da revista, a parti de um processo onde a resposta deve se adequar a interesse de vocês. Sugiro neste caso que vocês ponham “o nariz” e tentem enxergar as respostas por critérios alternativos, onde a parti do momento que um ser faz uma escolha de respota, deve-se prestar atenção em que viés o enunciador esta a falar, pois quando Estamira fala do trocadilo ou controle remoto, deve-se notar a força que estas imagem produzem para o conceito iniciado por ela; pois quando uma criança responde que a vida é azul, deve-se prestar atenção a força que esta cor reverbera no ser pessoa-criança; pois quando Guimarães Rosa diz para Manoel : “eu escondo de mim a morte”, deve-se atentar para a beleza que isto provoca; pois quando Botero resolve pintar pessoas gordas, deve-se absorver a beleza gerada por estes corpos fora dos padrões convencionais; pois quando Matisse dialoga com Picasso, deve-se prestar atenção ao dialogo de grandes mestres; pois quando Antoni Artaud diz: “Pode-se falar da boa saúde mental de Van Gogh, que em toda sua vida apenas assou uma mão, fora disso, limitou-se a corta a orelha esquerda numa ocasião. Num mundo no qual diariamente comem vagina assada com molho verde ou sexo de recém-nascido flagelado e triturado, assim que sai do sexo materno”, deve-se observa as forças, as verdades, e as virulências provocadas. Sendo que minha intenção com isso não é equiparar meu texto com nenhum destes pensadores, sei que ele é precário, mas demonstrar que minha escolha de resposta não foi aleatória, por isso apesar de parecer indigesta, a saboreie, e observe que a Luciana que falou após meu texto, trabalha também a conceito do tempo a parti da cozinha(de uma forma mais clara e simples), podendo ter sido ou não influenciada por mim. Sendo que sei que pareço extramente agressivo com este texto, lhe peço desculpa por isso a parti do momento que sua resposta transitou em campos de delicadeza e acolhimento, porém você descartou o meu pensamento e escolheu que eu não merecia a regalia (a cobiçada revista!), o que me gerou este movimente de resposta a parti da ferramenta que atualmente manuseio, que é este estilo literário. Agradeço-lhe a abertura para dialogar e desejo sucesso na empreitada de vocês.


Ps: Peço desculpas também pela condução do pensar(deve-se e saboreie), porém para ficar mais didático preferi utilizar este recurso.