quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

TE CUTUCO

Os setores populares não têm mais obrigações do que os letrados: não é licito esperar que sejam mais espertos, nem mais rebeldes, nem mais persistentes, nem que vejam com mais clareza, nem que representem outra coisa senão eles mesmos. Mas, em contraste com as elites econômicas e intelectuais, eles dispõem de uma quantidade menor de bens materiais e simbólicos, estão em condições de usufruto cultural piores e têm menores possibilidades de praticar escolhas não condicionadas pela pobreza da oferta ou pela escassez de recursos materiais e instrumentos intelectuais. [...] Os setores populares não dispõem de nenhum recurso todo-poderoso para compensar aquilo que uma escola em crise não lhes pode oferecer, aquilo que o ócio dos letrados pode adquirir quase que sem dinheiro, aqueles bens do mercado audiovisual que não são gratuitos ou que não se adaptam ao gosto que o mercado protege, justamente porque é o gosto favorável a seus produtos padronizados.
Beatriz Sarlo. Cenas da vida pós-moderna, intelectuais, arte e vídeo – cultura na Argentina. Trad. Sérgio Alcides. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997, p. 120-121.


"Quanto mais cultura houver, maior, mais diverso será o prazer" Roland Barthes

3 comentários:

ieda disse...

Tá quente mesmo! Não vejo a hora de chegar aí.

ESPIGA disse...

Olá queridos anjos, não é um comentário é uma curiosidade, tem mais algum mágico palhaço por aqui?
é que faço mágicas tb e queria trocar idéias... abração até segunda!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Flávia Berton disse...

O encontro em Salvador é uma novidade, cidade linda, gente bonita e acolhedora.
Hoje estamos com um equipe de muita gente trabalhando em função deste sonho!
É emocionante ver o desenvolvimento e o amadurecimento dessa rede de trocas que só faz crescer. Afinal são 11 anos de encontros, casamentos, desencontros, riso, lágrimas, confusões e generosidade e mais uma vez estamos prontos pra recebê-los.
Palhaços sejam bem vindos!!!!!!