terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Espetáculo de gala com direção de Leris Colombaioni

Com tudo pronto muitas pessoas adentraram ao teatro, que teve a sua lotação atingida em poucos minutos. O espetáculo começou com meu amigo Torquato apresentando a mesma gag realizada anteriormente por Biriba, o número da orquestra e máquina de escrever. Foi muito bom poder em poucos minutos, presenciar duas performances distintas da mesma gag, por palhaços distintos. Isso só faz reafirmar que o mais importante não é exatamente o que se faz, mas sim, como se faz! E isso contextualiza toda a história do encontro. E os dois palhaços foram ótimos.
O espetáculo de gala teve seus excelentes momentos, mas também momentos onde o timing em cena se perdeu, mas nada que mudasse o curso da embarcação, que atracou em porto seguro, sob chuva de palmas e assovios.
Porém, novamente senti a falta de conexão técnica entre a trilha musical e os números apresentados, ou seja, som e cena, técnico de som e cena. Isso também prejudicou o andamento e timing das performances, e novamente aproveito para cutucar e salientar a importância de espetáculos com trilhas originais e/ou releituras geniais, trilhas que transgridam, que transitem entre espaços e linguagens, contextualizem e se mesclem à cena. Movimento, emoção, expressão e dinâmicas.
O espetáculo de gala foi um espetáculo de bricolagens de números muito interessante! Ali, cada artista teve seu momento de expressão, chegando a diferentes clímax, pois naturalmente cada número agradava mais a umas pessoas que outras, mas isso faz parte do espírito e propósito do Overdoze. Tudo ao mesmo tempo agora!

Juracy do Amor

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