Queridos pesquisadores, palhaços e parceiros,
A décima edição do Anjos do Picadeiro acabou e a conta foi positiva. Nosso trabalho de edição da revista, porém, está apenas começando. Vocês podem enviar seus textos para seminario@anjosdopicadeiro.com.br até o dia 31 de janeiro , observando-se as seguintes normas:
1. Formatação: papel A4, margens de 3cm, fonte Times New Roman, corpo 12, parágrafos justificados, espaçamento 1,5.
2. Estrutura: título justificado na primeira linha, nome do autor justificado na segunda linha, com dados biobibliográficos em no máximo três linhas em nota de rodapé, subtítulos das seções em negrito e sem recuo de parágrafo.
3. Citações bibliográficas: o sobrenome aparece em caixa alta, seguido do ano e do número de página. Ex.: CANDIDO (1998, p. 18); (CANDIDO, 1998, p. 18).
4. Notas: devem ser evitadas, mas, se necessárias, devem constar do rodapé, em Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5.
5. Referências bibliográficas: apresentadas ao final do texto, de acordo com as normas da ABNT.
6. Medidas: em torno de 10 laudas. Uma lauda equivale a 2.000 caracteres com espaços.
7. Acrescentar ao final do texto telefone, endereço postal e email.
A ideia é publicar artigos sobre um assunto específico dentro do tema da comicidade e que seja de interesse do pesquisador. Não é necessário que os textos façam referência à décima edição do Anjos do Picadeiro. O objetivo, assim, não é pensar o encontro que aconteceu e sim o trabalho dos palhaços, bufões e pesquisadores da comicidade.
Espaço interativo com acesso irrestrito para todos os palhaços do mundo que queiram mandar seu recado, trocar conhecimentos e afetos ou registrar sua passagem (ou a de outro) no Anjos do Picadeiro. Use as tags no fim da página para facilitar a navegação por histórias de outras edições do festival. Acesse, escreva, leia e comente!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
O Anjos vai de Bonde!
DEU NO QUE FALAR!!
Vídeo no site da G1, com entrevista com João Artigos (do Teatro de Anônimo). (basta clicar)


Vídeo no site da G1, com entrevista com João Artigos (do Teatro de Anônimo). (basta clicar)


Por último,...
O clima nublado deu uma trégua
para um lindo domingo azul. No último dia dos Anjos do Picadeiro os rostos não
pareciam cansados, pelo contrário, estavam incrivelmente suaves. E como a Praça
Tiradentes ficou linda sem aquelas grades. Uma praça com grades é uma praça
aprisionada. Libertem as praças de suas grades! É o que a Praça Paris e tantas
outras gritam.
A praça recém-inaugurada (com um
gostinho de novidade pra muitos cariocas), o céu azul... o tempo-espaço
corroborou para um emocionante desfecho do festival, na apresentação de “O
Pregoeiro”, com Márcio Libar, reunindo cerca de 500 pessoas.
Se o clima estava favorável por
um lado, por outro foi desafiador silenciar e concentrar as agitadas crianças,
advindas de um dia inteiro de circo e que atravessavam a toda hora o picadeiro.
Não foi problema. A cada investida o artista de rua ganhava e no final a maior
parte delas acabou vidrada.
“Estou aqui para amar e ser
amado!”, sintetizou o palhaço. A narrativa da peça envolve aos poucos (e de
forma distraída, desprevenida) o público a fim de deixar uma mensagem resumidamente
clara como água: tudo o que a gente faz é porque quer ser amado, tudo o que a
gente sabe fazer, em última análise, é amar e ser amado. E desenvolvemos os
mais elaborados argumentos para fugir dessa verdade última.
Com os recursos e o instrumental
da palhaçaria, Márcio Libar convence a plateia que só podemos amar se nós nos
aceitarmos como nós somos, isto é, aceitar os erros (a tendência é errar muito
mais do que acertar) e as perdas inevitáveis da vida. “Viva a liberdade de ser
o que se é”, bradou o artista, segurando uma enorme bandeira negra de pirata,
com um inusitado nariz vermelho.
Eis uma mensagem direta e
profunda e anunciada de forma lúdica e brincante. É a prova de que o palhaço,
como arquétipo do ser humano, é um personagem fundamental para o
desenvolvimento de uma nova forma de conviver socialmente, baseada em trocas
generosas e solidárias.
Sonhos
O espetáculo é uma autobiografia,
noticiando os sonhos do jovem artista, as tentativas frustradas de ser um pop
star, a negritude, a busca por um virtuosismo circense, as dificuldades de quem
vem de uma família pobre... e a superação de tudo isso com a aceitação de tudo
isso, a aceitação do merda que se é, através da máscara do nariz vermelho. Nesse
aspecto, torna-se evidente que o palhaço é um personagem de si mesmo. Para ele
o palco e a vida são dimensões de uma mesma experiência humana, em essência não
se diferem.
Creio que “O Pregoeiro” é uma
fotografia de um momento importante de transformação artística de Márcio Libar.
A julgar, contudo, pelas mais recentes descobertas do palhaço, o envolvimento
com a linguagem pirata, o universo quântico, o vídeo-game, o RPG, além de
leituras de Osho e outros babados, é de se imaginar que venham outras surpresas
por aí.
O dia foi repleto de
apresentações, desde as 11h, no Teatro Nelson Rodrigues e na Praça Tiradentes,
onde BNegão fechou a festa encontrando um público quente e disposto a dançar. Uns
gatos pingados permaneceram depois bebericando pelos bares e fazendo uma
batucada na praça, banhados por uma imensa lua cheia. Antes do tom de saudade e
nostalgia ir se instalando, ainda houve tempo para uma numerosa roda se formar,
com todos juntos gritando: “aaaaaaaaaaaaaaxé!”
E um sorriso bobo vai ficando no
ar, como despedida! Até a próxima!
Por Fernando Gasparini.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Duas Palhaças - As Marias da Graça
As Marias da Graça arrasando lá no Teatro Nelson Rodrigues! O Anjos ta acabando, mas ainda da tempo de vir curtir! 20h no Nelson e na Praça Tiradentes, só escolher!
E na Praça Tiradentes...
Confira a programação! Ainda vai rolar na praça Tiradentes: O Pregoeiro com o Márcio Libar (20h) e show com BNegão e Seletores de Frequência (21h). No Teatro Nelson Rodrigues: Pablo Superstar Show com Pablo Good Idea da Espanha as 20h.











Ele esteve doce
Quem acompanha o Anjos do Picadeiro desde suas primeiras edições sabe que Hugo Possolo não é só fofo. Ele poderia até ser lembrado como o segundo palhaço polêmico do Anjos. Não é só Leo Bassi e a cruz, Leo Bassi e o pato, Leo Bassi e a melancia...Ele já foi matador de palhacinhos e já colocou fogo nas discussões do seminário antes de a parte acadêmica do Anjos se chamar seminário de comicidade. Seu humor corrosivo e suas falas contundentes são sempre um convite indispensável à reflexão.
Na próxima edição queremos o Hugo na mesa de debates O coração do palhaço!
Na próxima edição queremos o Hugo na mesa de debates O coração do palhaço!
Família Clou
O overdoze continua até a noite na Praça Tiradentes.
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